Quatro cidades italianas divulgaram um manifesto contra o decreto do governo sobre a escola, que consideram uma mensagem hostil a crianças com origem migratória. O texto, intitulado “Nossa escola tem portas abertas e não tem teto”, conclama todas as administrações a aderir e afirma que a escola não pode ser lugar de exclusão ou recusa, publicou o jornal La Repubblica, nesta terça-feira (29).
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O documento foi apresentado durante o Congresso Nacional sobre Escolas Abertas, realizado em Bolonha, que reuniu experiências de atividades em prédios escolares fora do horário de aula. Assinam os responsáveis pela pasta de educação Daniele Ara, por Bolonha, Claudia Pratelli, por Roma, Anna Scavuzzo, por Milão, e Marzia Marchesi, por Bérgamo. Segundo eles, a escola da Constituição é obrigada a “remover obstáculos” e a combater desigualdades.
Os signatários criticam o limite de 30% dirigido a crianças consideradas estrangeiras, segundo o manifesto, apenas porque a lei não reconhece como cidadãos quem nasce na Itália ou não tem competência linguística suficiente. Eles afirmam que o decreto aprovado pelo Conselho de Ministros, cujo texto definitivo ainda não é público, parece trazer previsões inaceitáveis e inaplicáveis, e perguntam como isso se concilia com o direito constitucional de ir à escola.
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