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Trabalhar na Europa

Falta de mão de obra afeta 8 em cada 10 empresários em Portugal, diz jornal

Falta de mão de obra em Portugal reflete crise demográfica e política da Itália.

Falta de mão de obra em Portugal reflete crise demográfica e política da Itália.
Falta de mão de obra em Portugal reflete crise demográfica e política da Itália.

Portugal registra atualmente níveis históricos de ocupação, mas o cenário traz desafios para o crescimento econômico. Segundo dados da Associação Empresarial de Portugal (AEP), “oito em cada dez empresários consideram a dificuldade de contratação de mão de obra um fator que impacta a sua atividade de forma muito significativa ou significativa”.

O país vive uma situação próxima do pleno emprego. Em novembro, a população empregada atingiu 5,3 milhões de pessoas. A taxa de desemprego fixou-se em 5,7%, o valor mais baixo dos últimos 23 anos.

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O país sofre da mesma síndrome enfrentada pela Itália. A combinação de baixa renovação geracional e políticas de restrição à entrada de estrangeiros agrava o vácuo no mercado de trabalho. Para especialistas, a postura política anti-imigração pode sufocar o crescimento em ambos os países europeus.

Para Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, os números refletem uma melhora da economia, mas impõem limites. "As empresas estão vendo o seu crescimento limitado pela falta de mão de obra, sendo sem dúvida um dos seus principais desafios", afirma o executivo ao Jornal Econômico.

O crescimento populacional de Portugal tem dependido exclusivamente do saldo migratório positivo. O crescimento natural da população é negativo há anos. "Falta gente para trabalhar, estamos praticamente em pleno emprego", ressalta Gonçalo Regalado, presidente do Banco de Fomento.

Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), alerta que a maior parte da imigração recente possui baixa qualificação. Segundo ele, esses perfis "não poderão suprir a falta de trabalhadores nos setores mais exigentes".

Monteiro aponta que o novo Plano de Ação para a Migração pode afetar a disponibilidade de profissionais. Sem o reforço migratório, a economia nacional terá dificuldades para expandir sua força de trabalho em setores vitais.

A questão fiscal também é apontada como crítica para atrair talentos. Portugal possui uma das maiores tributações sobre o trabalho entre os países da OCDE. O elevado IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) reduz o salário líquido e afasta especialistas.

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"Neste momento, as sucursais de multinacionais em Portugal não são atrativas porque, para o mesmo salário bruto, (os trabalhadores) vão receber menos líquido", explica Armindo Monteiro. O cenário de rigidez laboral coloca em risco a execução de fundos europeus e a competitividade do país.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Victor Manuel Simoes

    As camaras poderão eventualmente disponibilizar alguns dos seus colaboradores

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