Pela primeira vez em dez anos, o número de médicos que pediram demissão voluntária do serviço público de saúde na Itália superou o de aposentadorias. No ano passado, foram 3.767 saídas por iniciativa própria contra 2.876 aposentadorias. O sindicato dos médicos hospitalares, a Anaao, registrou a mudança e a definiu como “nítida e repentina”, noticiou o jornal La Repubblica, nesta sexta-feira (2).
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A tendência preocupa porque indica que profissionais estão deixando o sistema antes do tempo, e não apenas por fim de carreira. Entre as razões apontadas estão as condições de trabalho, resumidas pela queixa dos turnos “massacrantes”. A Anaao é a principal entidade sindical dos médicos que atuam em hospitais públicos no país.
O volume de pedidos de demissão cresceu de forma acentuada no período. Em um ano, as saídas voluntárias aumentaram 150%. O dado reforça o alerta sobre a capacidade do serviço público de reter seus quadros médicos.
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