A Europa ocidental fechou o verão mais quente já registrado, com temperatura média de 21,7 graus, 2,5 acima da média de 1991 a 2020, segundo relatório do serviço Copernicus de mudança climática. O número supera o recorde do verão de 2003. No continente inteiro, de Portugal à Ucrânia e da Grécia à Suécia, 2026 foi o terceiro verão mais quente já observado, publicou o jornal La Stampa, nesta sexta-feira (2).
O Copernicus é gerido pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo e monitora o clima do continente. Para o serviço, o dado mais relevante não é só o novo recorde de temperatura. Em 2026, vários recordes climáticos ocorreram ao mesmo tempo: estresse térmico, seca, baixo nível dos rios e temperatura marinha elevada. As consequências atingiram água, energia, transportes, ecossistemas e saúde humana.
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Houve 17 dias em que ao menos 60% da Europa ocidental passou dos 30 graus. Em 2003 foram 11, e em 2025, sete. Quatro dos dez episódios de calor mais intensos já observados na Europa ocorreram neste verão, sobretudo na França, no Reino Unido e na Bélgica. Cerca de 80% do continente teve estresse térmico forte, com sensação acima de 32 graus.
A seca atingia quase metade da Europa no fim de agosto e levou os rios aos menores níveis de verão desde o início das medições, em 1992.
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