A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo que o impacto da inflação sobre as contas públicas seja considerado na avaliação das regras orçamentárias do bloco. Ela afirmou que o problema atinge todos os Estados membros, citando gastos como pensões e o cheque único por filho, e disse que a Itália não é a única a fazer o pedido, publicou o jornal La Repubblica, nesta quinta-feira (1).
A disputa envolve a aplicação das novas regras fiscais europeias, que buscam a sustentabilidade da dívida. Meloni reconhece o risco de alterar normas recém-introduzidas, mas defende que o quadro orçamentário deixa à Comissão margem para considerar a inflação superior à programada ao examinar os próximos projetos de orçamento. A decisão final cabe ao órgão executivo da União Europeia.
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Na carta, que chegou a Bruxelas no fim do dia, a premiê apresentou números do caso italiano. Segundo ela, a despesa diretamente afetada pela inflação acima do previsto equivale a 20,4% do PIB. Outros componentes de gasto que serão atingidos já em 2027 representam 12,0% do PIB.
Meloni também abordou o aumento temporário das receitas fiscais indiretas gerado pela inflação. Ela observou que esses recursos não podem financiar medidas compensatórias, a menos que o país tenha margem no caminho de gasto líquido acordado.
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