O Coliseu volta a abrir suas portas poucos dias depois da tragédia que abalou o Parque Arqueológico e a cidade de Roma. A decisão foi anunciada pelo ministro da Cultura, Alessandro Giuli, após reunião com o pessoal da estrutura. O encontro serviu para avaliar as condições de retomada das atividades depois da morte de Andrea Moretti, operário alpinista de 22 anos, que caiu na noite entre 22 e 23 de setembro enquanto montava a iluminação do monumento, informou a agência ANSA, nesta sexta-feira (25).
O Coliseu é o principal cartão-postal de Roma e um dos monumentos mais visitados da Itália. A morte de Moretti abriu inquérito por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Giuli disse que pretende aguardar o andamento da Justiça. O ministro garantiu ainda tratar com os sindicatos, o quanto antes, as questões de segurança e saúde no trabalho.
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A reação sindical foi imediata. Federico Bozzanca, secretário-geral da Função Pública da CGIL, enviou carta a Giuli para pedir mesa de negociação urgente sobre os riscos nos locais da Cultura, muitas vezes geridos em regime de terceirização. O documento exige fiscalização das normas, mais rigor nos documentos de avaliação de risco e contratações diretas.
O líder da CGIL, Maurizio Landini, atacou a organização dos canteiros de obra. “É preciso cancelar a subcontratação, um sistema que mata pessoas”, afirmou, ao lembrar a idade da vítima.
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