Uma mulher muçulmana que usa véu islâmico manifestou apoio à liberdade religiosa e, ao mesmo tempo, criticou a norma que proíbe o véu integral nas escolas da Itália. Ela disse ser contrária ao niqab e ao burca, por acreditar que eles apagam a identidade da pessoa. Mesmo assim, afirmou temer a nova regra e ver nela um risco de exclusão, publicou o jornal La Repubblica, nesta sexta-feira (25).
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Israt, de origem bengali, chegou à Itália com a família quando era pouco mais que uma criança. Ela mora em Schio, na província de Vicenza, no norte do país. Seu relato entra no debate italiano sobre o uso de vestimentas religiosas em espaços públicos e, em especial, nas escolas, tema que divide opiniões entre defesa da laicidade e garantia de direitos individuais.
Segundo ela, a proibição do véu integral pode ser apenas o começo. Israt teme que a restrição avance depois sobre o hijab, o véu que cobre apenas os cabelos, e sobre outros símbolos. Ela afirma perceber um ambiente de intolerância e racismo cada vez maior, que considera perigoso. Para ela, barrar o véu na escola corre o risco de afastar as meninas do ensino, em vez de protegê-las.
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