As medidas de flexibilização no acesso à aposentadoria na Itália geraram cerca de 41,3 bilhões de euros em encargos no período de 2019 a 2025, custo próximo aos 45,2 bilhões gastos com o combate à pobreza. O relatório aponta um aumento correspondente da dívida pública, somado aos efeitos de contração do crescimento econômico, com redução do emprego e do potencial de expansão, publicou o jornal Il Sole 24 Ore, nesta quinta-feira (24).
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O gasto está no centro do debate previdenciário italiano. A lei orçamentária de 2026 do governo de Giorgia Meloni apertou os canais de saída antecipada. A Liga, pela voz do secretário adjunto do Trabalho Claudio Durigon, propôs estender a aposentadoria antecipada aos 64 anos para quem começou a contribuir antes de 1996. O relatório é da Contadoria Geral do Estado, órgão que acompanha as tendências de médio e longo prazo do sistema previdenciário e sócio-sanitário.
As medidas citadas foram introduzidas pelo decreto-lei nº 4 de 2019 e permitiram aposentar antes dos requisitos ordinários da reforma Fornero. Entre elas estão a Quota 100 (62 anos de idade e ao menos 38 de contribuição), substituída em 2022 pela Quota 102 (64 anos e 38 de contribuição) e, em 2023, pela Quota 103 (62 anos e 41 de contribuição).
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