O filme O Falsário, que acaba de estrear no catálogo da Netflix, é baseado em fatos reais e apresenta a história de Toni Chichiarelli, artista que atuou como falsificador no submundo do crime na Itália dos anos 1970.
Com direção de Stefano Lodovichi, a produção italiana explora um recorte histórico das décadas de 1970 e 1980. O período foi marcado por instabilidade política, tensões sociais e a forte presença de organizações criminosas no país.
A trama acompanha Toni Chichiarelli, interpretado pelo ator Pietro Castellitto. O protagonista possui uma habilidade incomum para reproduzir imagens, documentos e obras de arte com alto nível de precisão técnica.
Conexões com o crime organizado
Enquanto tenta se inserir no meio artístico, Toni passa a circular por ambientes que vão além das galerias e ateliês. O personagem entra em contato com grupos ligados a atividades ilegais em uma Roma em transformação.
O roteiro mostra como as habilidades do protagonista o aproximaram da Banda della Magliana. A organização criminosa atuou na capital italiana e teve ligação com diferentes episódios investigados pela Justiça local.
A produção também contextualiza a atuação do falsificador em meio a acontecimentos políticos, como o Caso Moro. O foco da narrativa permanece na circulação de documentos falsos e na rede criminosa associada ao período.
Base literária e equipe
A história é inspirada no livro Il Falsario di Stato. A obra literária reúne relatos e documentos sobre falsificadores envolvidos em esquemas que alcançaram instituições oficiais na Itália do século 20.
A adaptação cinematográfica utiliza o material como base, mas adota uma abordagem livre. O filme reorganiza personagens e situações para fins narrativos, sem a intenção de reconstituir os fatos de forma cronológica rigorosa.
O Falsário tem roteiro assinado por Sandro Petraglia e possui aproximadamente 1h50 de duração. O título já está disponível para os assinantes da plataforma de streaming.






























































