A inflação na Itália acelerou para 4,2% em setembro, o maior patamar em três anos. O índice nacional de preços ao consumidor subiu 0,7% na comparação mensal e 4,2% em base anual, ante 3,3% em agosto, uma alta de 0,9 ponto percentual. O principal fator foi a energia, cujos preços passaram de 17,1% para 22,3% em um ano, com peso de combustíveis. Os números são estimativas preliminares, informou o jornal Il Messaggero, nesta quarta-feira (30).
O Istat é o instituto oficial de estatística da Itália, responsável por medir a evolução dos preços no país. Segundo o órgão, para encontrar uma variação anual mais alta é preciso voltar a setembro de 2023, quando a inflação chegou a 5,3%. O dado tem efeito direto sobre o custo de vida das famílias, já que a alta da energia costuma se espalhar para transportes, produção e preços de bens que dependem de eletricidade, gás e combustíveis.
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A pressão dos preços da energia já vinha crescendo nos meses de verão. Em junho, o Istat registrou aceleração dos energéticos regulados e não regulados. Em julho, os regulados chegaram a 14,9% em base anual. Em agosto, a inflação subiu de 2,9% para 3,3%, também puxada pela energia.
A inflação de fundo, que exclui os componentes mais voláteis como energia e alimentos frescos, mostrou dinâmica bem mais contida. Em junho ficou em 1,6% e permaneceu no mesmo nível em julho.
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