A Corte de Contas da Itália barrou o pedido do INPS para reaver quase 73 mil euros de um ex-professor de ensino médio, sob a alegação de que sua aposentadoria havia sido calculada de forma errada. O instituto previdenciário quantificou em 72.949,84 euros os valores que, segundo ele, foram recebidos indevidamente. Já retinha cerca de mil euros por mês do benefício do aposentado, informou o jornal Il Messaggero, nesta quarta-feira (30).
O INPS é o instituto nacional de previdência social da Itália, equivalente ao INSS brasileiro. Ele paga aposentadorias e outros benefícios e pode cobrar de volta valores que considera pagos por engano. A Corte de Contas é o órgão que julga disputas sobre contas públicas e recursos do Estado, incluindo pensões e aposentadorias.
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O professor se aposentou em setembro de 2006. Em março de 2020, muitos anos depois, o INPS contestou o cálculo do benefício e exigiu a devolução da quantia. Segundo o instituto, parte da aposentadoria havia sido reconhecida sem que houvesse os requisitos para isso. Nesse meio tempo, as retenções já haviam começado, com cerca de mil euros mensais destinados a recuperar as somas que o INPS julgava devidas.
O aposentado contestou a cobrança e sustentou não ter tido responsabilidade alguma pelo erro. A Seção Jurisdicional para a Lombardia já havia decidido a favor dele, pela sentença n.
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