A jornalista italiana Myrta Merlino relata em livro a relação com a mãe, a sinóloga maoista Annamaria Palermo, morta em 2017. No relato, afirma que a mãe foi a única pessoa a enfrentar a escritora Oriana Fallaci e descreve o abandono que marcou a infância. Aos 12 anos, foi visitar a mãe em Nova York e diz que ela não a protegeu das investidas de um homem numa discoteca, informou o jornal Corriere della Sera, nesta segunda-feira (28).
Myrta Merlino, 57 anos, é um dos nomes conhecidos do jornalismo de televisão na Itália. O livro, intitulado La bambina del miracolo, chega às livrarias italianas em 29 de setembro pela editora La nave di Teseo. É um memoir sobre a mãe, que dirigiu o Instituto Italiano de Cultura na China e transformava a própria vida em relato romanceado, misturando realidade e imaginação.
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Segundo Merlino, a mãe convidou Oriana Fallaci a Pequim e as duas tinham personalidades fortes. Ao apresentá-la como grande jornalista, foi corrigida por Fallaci, que se dizia escritora. A mãe respondeu que, depois de uma vírgula, viria a palavra escritora. Merlino conta que herdou dela a facilidade de fazer amizades com pessoas extraordinárias, como Giorgio Napolitano e Liliana Segre.
O cargo na China veio pela amizade da mãe com o ex-ministro Gianni De Michelis. Merlino diz que ele tinha uma queda por ela e chegou a lhe enviar brincos caríssimos, que o pai a obrigou a devolver de.
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