A região das Marche, governada pela centro-direita, aprovou uma lei que dá aos municípios poder para valorizar centros históricos e limitar tipos de atividade comercial, medida apelidada no debate político de “anti-kebab”. A palavra kebab não aparece no texto, mas virou símbolo da norma. A proposta foi apresentada em 23 de junho e aprovada pelo Conselho regional em 27 de julho, por 19 votos a favor e 9 contra, publicou o jornal La Stampa, nesta sexta-feira (25).
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A lei foi defendida pelo governador Francesco Acquaroli, ligado a Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália. Ele afirmou que a norma protege “a autenticidade dos valores” e que foi pedida pelas associações do comércio, como a Confcommercio. Segundo o governador, nos vilarejos as ruas comerciais têm poucos estabelecimentos e o turista busca “produtos identitários”. Acquaroli distinguiu contaminação de substituição e acusou a oposição de viver “fora do contexto real”.
O texto tem 10 artigos e coloca os municípios no centro. Eles ganham instrumentos para qualificar a rede comercial, proteger atividades específicas, cuidar do decoro urbano e conceder incentivos fiscais e crédito, com medidas contra a desertificação comercial. A lei prevê ainda monitoramento de eficácia e não gera novos gastos para a região.
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