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Crédito ao consumo: veja as 10 províncias da Itália onde famílias mais devem

Siracusa lidera ranking com € 8.437 por família; estoque de crédito ao consumo chegou a € 177,5 bilhões em 2025, segundo levantamento da CGIA.

Siracusa lidera ranking com € 8.437 por família; estoque de crédito ao consumo chegou a € 177,5 bilhões em 2025, segundo levantamento da CGIA.

As famílias italianas encerraram 2025 com € 177,5 bilhões em crédito ao consumo contratado com bancos e financeiras. O valor cresceu 4,9% em um ano e é cerca de 62% superior ao registrado nove anos antes.

Os dados são de levantamento do Escritório de Estudos da CGIA de Mestre, elaborado a partir de informações do Banco da Itália e do Istat. Os financiamentos imobiliários não entram nesse cálculo.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

Na média nacional, o crédito ao consumo corresponde a € 6.657 por família. O cálculo considera as 26,67 milhões de famílias existentes na Itália em 1º de janeiro de 2025.

Isso significa que o número não representa necessariamente quanto deve cada família que contratou um empréstimo, mas a divisão do estoque total de crédito pelo número de núcleos familiares.

Top 10 do crédito ao consumo
Valor obtido pela divisão do estoque de crédito ao consumo pelo total de famílias de cada província. Dados de 2025.
1. Siracusa€ 8.437
2. Massa-Carrara€ 8.373
3. Lodi€ 8.280
4. Pistoia€ 8.168
5. Pisa€ 8.091
6. La Spezia€ 8.047
7. Pavia€ 8.003
8. Lucca€ 7.971
9. Palermo€ 7.901
10. Frosinone€ 7.883
Fonte: CGIA de Mestre, com dados do Banco da Itália e Istat. O indicador não corresponde necessariamente à dívida efetiva de cada família que tomou crédito.

Siracusa lidera o ranking

A maior exposição média está em Siracusa, na Sicília, com € 8.437 por família. Em seguida aparecem Massa-Carrara, Lodi, Pistoia e Pisa.

Pistoia também se destaca pela alta registrada em um ano. O crédito ao consumo avançou 7,1%, maior variação entre as províncias italianas, ao lado de Ravenna.

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Na outra ponta aparecem Trento, com € 4.524 por família, Sondrio, com € 4.400, e Bolzano, com € 3.106.

Três referências para entender o ranking
Valores de crédito ao consumo divididos pelo número total de famílias.
Média da Itália
€ 6.657
Valor nacional por família usado como referência no levantamento.
Maior valor regional
€ 7.514
Umbria ocupa a primeira posição entre as regiões.
Maior valor provincial
€ 8.437
Siracusa, na Sicília, lidera entre as províncias.
Fonte: CGIA de Mestre, Banco da Itália e Istat. Os valores são médias estatísticas sobre o total de famílias.

Umbria lidera entre as regiões

Quando a comparação é feita por região, a Umbria aparece na primeira posição, com € 7.514 em crédito ao consumo por família. Toscana, com € 7.399, e Sicília, com € 7.383, completam as três primeiras colocações.

Os menores valores foram registrados em Friuli-Venezia Giulia, com € 5.845, Basilicata, com € 5.536, e Trentino-Alto Adige, com € 3.824.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

A Toscana tem presença expressiva também no ranking provincial: quatro das dez primeiras colocadas pertencem à região, Massa-Carrara, Pistoia, Pisa e Lucca.

Crédito ao consumo cresceu 62% em nove anos

Segundo a CGIA, o crédito ao consumo concedido por bancos e financeiras aumentou cerca de € 68 bilhões entre 2016 e 2025, avanço de aproximadamente 62%.

Só no último ano, o estoque passou de € 169,3 bilhões em 2024 para € 177,5 bilhões em 2025, alta de 4,9%.

Crédito ao consumo em alta
Estoque total contratado pelas famílias italianas com bancos e financeiras.
2016
≈ € 110 bi
2024
€ 169,3 bi
2025
€ 177,5 bi
Entre 2016 e 2025, o estoque aumentou cerca de € 68 bilhões, avanço próximo de 62%. De 2024 para 2025, a alta foi de 4,9%.
Fonte: CGIA de Mestre.

A CGIA aponta duas razões principais para a procura por esse tipo de financiamento: a necessidade de liquidez para despesas imprevistas ou para complementar o orçamento e o financiamento de bens duráveis, como automóveis, móveis e eletrodomésticos.

A entidade ressalta, porém, que o aumento do crédito não indica automaticamente dificuldade financeira. A sustentabilidade depende também da relação entre as parcelas das dívidas e a renda disponível das famílias.

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Juros do crédito passam de 10%

O custo do crédito ao consumo permanece elevado. Segundo os dados reunidos pela CGIA, o TAEG médio passou de 7,64% em 2021 para 10,16% em 2023.

Em julho de 2026, estava em 10,38%, 0,41 ponto percentual acima do nível registrado no fim de 2025.

Separadamente, os empréstimos bancários às famílias consumidoras somavam € 612,6 bilhões no fim de 2025. Desse total, € 447,6 bilhões correspondiam a financiamentos imobiliários e € 126,9 bilhões a crédito ao consumo concedido por bancos. Quando também são consideradas as financeiras não bancárias, o estoque total de crédito ao consumo chega aos € 177,5 bilhões usados no ranking.

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