Começa a Festa de São Vito em SP; a festa da comilança

80 mil visitantes são aguardados e devem se dividir nas 7 semanas. Foto: Divulgação)

Comilança à italiana na Festa de São Vito, que está na 101ª edição

A celebração por imigrantes italianos do santo padroeiro da pequena Polignano a Mare, cidadezinha da Puglia, tornou-se uma das maiores atrações turísticas e culinárias do Brás, na cidade de São Paulo. É a tradicional Festa de São Vito, que chega à 101ª edição. A comemoração, iniciada em 1918, vai deste sábado (1º) a 14 de julho, sempre aos fins de semana.

Neste ano, a abertura terá a participação do cônsul Filippo La Rosa e do cônsul-adjunto Simone Panfili, além de uma comitiva de empresários italianos. A presença dos diplomatas marca também o início da Festa Nacional da Itália, sempre em 2 de junho — e que neste ano prevê iluminar com as cores da bandeira da Itália, no sábado (1º) e no domingo (2), vários pontos da cidade como os edifícios Itália, Matarazzo (sede da prefeitura) e a ponte Estaiada.

Foi só em 1976 que os festejos de origem religiosa se transformaram em um grande evento, quando foram organizados em frente à Igreja de São Vito Mártir, num espaço coberto e fechado, onde está até hoje.

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O público que lota o salão, seja para comer sentado no grande espaço reservado com mesas e capacidade para acomodar até 400 pessoas ou de pé na área destinada às barracas, vem atrás da comida italiana preparada por 20 mammas e servida por 80 voluntários.

Para comer no espaço reservado, no sábado, pagam-se 75 reais. No domingo, fica mais em conta. Custa 30 reais com cardápio composto apenas de um prato de massa. Ali, também é possível assistir às apresentações de música italiana com mais tranquilidade.

Antepasto de berinjela: devem ser consumidas 5 toneladas da especialidade (Divulgação/Divulgação)

No cardápio, quase idêntico ao da primeira edição, há pedidas como o antepasto de berinjela, cebola e pimentão mais a ficazza (um tipo de pizza alta aparentada da foccacia), além de massas secas como espaguete, penne e ricchitelle, sempre inundadas por molhos como o sugo ou à putanesca.

Para quem não resiste a uma guloseima, há doces típicos, entre eles piccicatella (rosquinha passada na calda de açúcar e limão), amaretto de amendoim (biscoito com essência de amêndoa, clara de ovos e açúcar), castagnelle (biscoito de amendoim torrado), sfogliatella (massa folhada recheada de ricota e frutas cristalizadas), pastiera di grano (torta de trigo, ricota, frutas secas, frutas cristalizadas) e cannoli.

Serviço:

101ª Festa de São Vito. Sáb. das 19h à 00h30 e dom. das 19h às 23h. Ingressos na hora ou pelo telefone 3227-8234.

Centro Social. Rua Fernandes Silva, 96, Brás. R$ 75,00 no sáb. e R$ 30,00 no dom.

Praça de Alimentação. Rua Polignano Mare, 255, Brás. R$ 5,00 no sáb. e no dom.Crianças de até 5 anos têm entrada grátis.

Por Arnaldo Lorençato / VejaSP