Peppino di Capri volta ao Brasil com o melhor da música romântica italiana

foto: reprodução/gds

Cantor vai dividir o palco com Zizi Possi em participação especial da brasileira

Peppino di Capri não queria ser mais um a usar jaqueta de couro e calça rasgada quando desistiu da carreira de roqueiro. Até gostava da contestação que vinha com a rebeldia naqueles anos 1960, mas a estrada vislumbrada pelo cantor e compositor italiano era mais longa. Tão longa, que ele chega aos 79 anos com um fã-clube nada desprezível e o título eterno de maior cantor romântico da música italiana. Com a turnê Per amore, ele abre a temporada de cinco shows no Brasil nesta quinta-feira (14), em Brasília, depois de passar pela capital em 2017.

Ao país, ele já veio algumas vezes. E gosta muito. “Vir ao Brasil é sempre um prazer, considero o Brasil como minha segunda casa, pela simpatia, amabilidade e carinho com que sou tratado por aqui. Achei Brasília uma cidade particular, com uma arquitetura incrível, tirei muitas fotos, inclusive”, garante. “O que posso dizer sobre meus shows no Brasil, este ano, é que meus fãs poderão ouvir e cantar comigo as canções de sucesso, com a mesma vibração do show que fiz em Brasília em 2017 e cuja plateia me encantou de modo particular!”

No palco, Peppino terá a companhia de Zizi Possi em algumas canções para um dueto inédito. É uma participação especial da cantora brasileira que mais se aproximou da música italiana nos últimos anos. Em 1997, ela gravou o elogiado Per amore. “A participação de Zizi Possi será, para mim, uma nova e agradável experiência. Exceto em alguns programas de tevê na Itália, nunca dividi o palco com outro artista, mas a qualidade da cantora e seu profundo conhecimento da música italiana, em especial a napolitana, me fizeram encarar esse desafio”, avisa o cantor.

Início da carreira

O nome de Peppino di Capri começou a despontar na cena musical internacional nos anos 1970, quando venceu duas edições do Festival de San Remo e uma do Festival de Nápoles. São dessa época as canções Champagne e Un grande amore e niente piu, dois sucessos que, até hoje, precisam estar nos repertórios dos shows. Mas o romantismo não foi a primeira opção do músico, que nasceu na ilha de Capri e foi batizado como Giuseppe. As aulas de piano clássico na adolescência logo foram abandonadas quando ele começou a tocar no Duo Caprese, com o baterista Ettore Falconieri, na década de 1950.

Ali, decidiu que faria carreira no rock. Mais tarde, com um guitarrista e um saxofonista, o duo se transformaria nos Capri boys. Pat Boone e Buddy Holly eram as inspirações para os garotos, que até fizeram sucesso, gravaram alguns discos e a abrirem um show dos Beatles, mas a banda se desfez no final dos anos 1960. Dali em diante, seria Peppino e seus rockers, donos de um repertório ancorado na mistura de rock com música napolitana. Peppino decidiu dar novo rumo à carreira. “Acho que deu certo…”, brinca. No disco mais recente, Una musica infinita, álbum pensado especialmente para o Natal, três novas músicas — Anche se, Sogno di uma sera d’Estatee I miei capelli bianchi — passaram a integrar o repertório. Nesta última, o italiano reflete sobre o envelhecimento, a carreira e a paixão pela música. Foram, afinal, mais de 500 canções ao longo da carreira.

Datas dos shows no Brasil

14/03 – Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília

16/03 – Teatro do Sesi – Porto Alegre

19/03 – Teatro Guaíra – Curitiba

21/03 – Credicard Hall – São Paulo

23/03 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Por Nahima Maciel / Correio Braziliense