Liga, de Salvini, deve ser o partido italiano mais votado em Bruxelas

Projeção indica que legenda nacionalista terá 28 eurodeputados

Liga Norte deve ser o partido italiano que conquistará o maior número de assentos nas eleições de maio ao Parlamento Europeu, de acordo com uma nova projeção feita pelo próprio organismo.

Entre 23 e 26 de maio de 2019, os Estados-membros da União Europeia vão às urnas para renovar o poder Legislativo do bloco, em um pleito que é aguardado com ansiedade por movimentos eurocéticos e de extrema direita.

Segundo a projeção, a bancada da nacionalista Liga Norte, do vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, pode subir de seis para 28 eurodeputados, o que a deixaria atrás apenas da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, com 34.

Na primeira pesquisa, divulgada em 18 de fevereiro, a Liga aparecia com 27 cadeiras. O Força Itália, que em fevereiro aparecia com 8 cadeiras, deve conquistar 9 de acordo com essa nova projeção. Já o Movimento 5 Estrelas (M5S), do também vice-premier Luigi di Maio, caiu de 22 para 21 assentos em um mês, assim como o Partido Democrático (PD), cuja previsão era de 15 cadeiras em fevereiro, e de 14 agora.

No Parlamento Europeu, no entanto, os partidos precisam se organizar em blocos supranacionais, ou ficam sem poder de influenciar os rumos da União. A nova projeção aponta para a seguinte configuração do Parlamento: o Partido Popular Europeu (PPE), que inclui o Força Itália, ficaria com 181 cadeiras; o Europa da Liberdade e da Democracia Direta (EFDD), com o M5S, com 39; o Europa das Nações e da Liberdade (ENF), com a Liga Norte, com 59, e os Reformistas e Conservadores Europeus (ECR) com 46.

Socialistas e Democratas (S&D), bloco que conta com o Partido Democrático (PD), aparecem com 135 cadeiras na projeção atual, e os Liberais com 75. Os Verdes devem ficar com 49 deputados, e o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia (GUE), com 47.

Caso esse panorama se confirme nas urnas, o PPE e os Socialistas correm o risco de não terem a maioria do Parlamento pela primeira vez desde 2014.

O próximo Parlamento Europeu terá 705 deputados – o atual tem 751 por causa do Reino Unido -, e os principais cargos do bloco são reservados aos grupos de maior bancada.