Pracinha que lutou na Itália na 2ª Guerra Mundial completa 100 anos

Aniversário foi na quarta-feira, mas festança da família vai ser no domingo.

O ex-combatente da 2ª Guerra Mundial e filho de italianos, Caetano Salvador Bissoli, de Navegantes, completou nesta semana um século de vida. Depois do conflito mundial, quando voltou ao Brasil, seu Caetano trabalhou como estivador no porto de Itajaí.

O aniversário do herói de guerra foi na quarta-feira, mas a família e os amigos preparam uma festança neste domingo.

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Bissoli conheceu a morte de perto como pracinha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália. Como membro da artilharia, esteve na famosa batalha de Montesee, onde participou da chamada Grande Ofensiva, quando o Brasil se destacou no conflito, em 1945.

Nesta batalha, os soldados brasileiros foram fechando o cerco a uma parte das tropas alemães que atuavam no norte da Itália, até acuá-la no município de Collechio, na região de Parma.

Neste episódio, o ex-combatente empunhava um fuzil como soldado do 6º Regimento de Infantaria da FEB.

Caetano Salvador Bissoli foi combatente na 2ª Guerra Mundial. (foto: reprodução)

De lavrador a soldado

O herói centenário nasceu em Canelinha, cidade do interior de Santa Catarina,  em 1918. Era lavrador e serviu ao exército em Lapa, perto de Curitiba, em 1940. No ano seguinte ganhou baixa, mas foi convocado em 1942 com a entrada do Brasil no conflito mundial.

De acordo com o pesquisador Nahor Lopes de Souza, que levanta a história dos pracinhas na região, o ex-combatente o serviu em Florianópolis e treinou no Rio de Janeiro antes de embarcar para a Itália.

Ele integrou o segundo escalão da FEB e embarcou rumo à Nápoles em 22 de setembro de 1944.  Quando voltou ao Brasil, como herói, não voltou a Canelinha, mas se incorporou à estiva, no porto de Itajaí.

Há cerca de 50 anos se estabeleceu em Navegantes.

Há três anos ficou viúvo de dona Albertina Darossi, depois de um casamento de 68 anos. Teve cinco filhos e atualmente mora com a filha no centro de Navegantes.

A tomada de Montese. (foto: Arquivo/FEB)

 

Com informações de Sandro Silva / O Diarinho