Mais de 1 milhão de brasileiros devem visitar a Itália em 2018

Visitas de brasileiros à Itália deverão aumentar em 2018. Foto: Reprodução

Segundo a Agenzia Nazionale del Turismo, crescimento da venda de pacotes pode chegar a 20% este ano.

A Itália é o destino de milhares de pessoas que, anualmente, buscam lazer, estilo de vida, conhecimento histórico, artístico, educacional e resgate afetivo. Não é à toa que este é o principal destino dos brasileiros que vão à Europa! Só em 2016, o país recebeu mais de 800 mil turistas brasileiros. E este número deve crescer ainda mais em 2018.

Segundo Fernanda Morici, responsável pela Agenzia Nazionale del Turismo (Enit) – para a promoção do turismo italiano no Brasil —, a Itália fechou o primeiro semestre de 2017 com 11,8% a mais de turistas em relação ao mesmo período de 2016. “Os resultados completos de 2017 ainda não foram divulgados, mas, certamente, serão maiores. De toda forma, trata-se da mais alta taxa de crescimento, se confrontado com os países top ten”, afirma.

A península, além de ser dona de uma história milenar, que deu base à cultura ocidental, possui o maior número de patrimônios materiais da humanidade declarados pela UNESCO. Recentemente, a “Terra da Bota” teve a inclusão, como parte dos seus patrimônios, agora imateriais, da arte de se fazer pizza napolitana.

Por esses e tantos outros motivos, a expectativa é que, este ano, mais brasileiros visitem o país dos bons vinhos e das belas paisagens. “Estamos trabalhando para que em 2018 haja um crescimento de 10% a 20% na venda de pacotes para visitantes brasileiros”, informa Fernanda.

Tantos motivos…

Quem vai à Itália se apaixona. São tantos os atrativos, que passam pelos monumentos, arquitetura, paisagens, deliciosos aromas, sabores e sentimentos. A atratividade turística que a Itália possui justifica-se pelo charme presente na simplicidade, o luxo no artesanal e o amor no modo de produzir e cultivar, características tão singulares e históricas que fizeram do “made in Italy” uma referência mundial e objeto de desejo de consumo.

A cada canto, uma descoberta daquilo que já existe, como os burgos, que vêm sendo trabalhados e estimulados como opção para os turistas, além do turismo religioso, gastronômico, de retorno para aqueles em busca do conhecimento das próprias raízes.

“A relação afetiva que brasileiros e italianos têm entre si justifica muito o fluxo turístico de ambos os lados”, comenta o senador Fausto Longo, ítalo-brasileiro eleito parlamentar na Itália para representar os italianos e seus descendentes que vivem na América do Sul.

Longo, que também integrou a Comissão de Indústria, Comércio e Turismo do Senado na última legislatura, considera de grande importância o trabalho realizado pelos senadores em benefício de quem mora fora da Itália.

“Em nosso caso, procuramos, por meio de leis, emendas e relacionamentos institucionais, criar uma dinâmica que favorecesse o intercâmbio turístico, com ações que estreitam os relacionamentos comerciais, lutando também pelo reconhecimento da cidadania aos ítalo-descendentes, como parte do integrante e crescente turismo entre Brasil e Itália”, diz.

O senador, que será candidato à reeleição na Itália, celebra as conquistas, mas sabe que ainda há muito por ser feito. “Procuramos criar meios para facilitar a vida tanto de quem mora na América do Sul, quanto de quem mora na Itália, como foi o caso das articulações para o acordo de reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação entre os dois países, que entrou em vigor no dia 15 de janeiro”, complementa.

Não é à toa que a Itália ocupa o 8º lugar do ranking de competitividade turística mundial, tendo como carro-chefe suas atrações culturais e sua demanda turística. E tudo isso só tende a crescer.

Por Atila Lemos