Morre na Itália a mulher mais velha do mundo, aos 117 anos

Detentos comandarem um restaurante localizado dentro da penitenciária
Restaurante em prisão na Itália oferece menu feito por presos
13 de abril de 2017
Lombardia e Vêneto farão plebiscito por autonomia na Itália
Lombardia e Vêneto farão plebiscito por autonomia na Itália
21 de abril de 2017
idosa

Emma Morano, nascida em 1899, morreu enquanto descansava em sua poltrona.

A italiana Emma Morano, a última sobrevivente conhecida do século XIX e supostamente a mulher mais idosa do mundo, morreu neste sábado, aos 117 anos, em sua residência em Verbania, no norte da Itália, anunciou a imprensa local.

Ela nasceu em 29 de novembro de 1899, na cidade de Civiasco. Emma ocupava o primeiro lugar da lista das pessoas de maior idade do planeta, elaborada pelo americano “Gerontology Research Group”.

A idosa passou por duas guerras mundiais, 11 Papas, três reis e 12 presidentes.

— Ela teve uma vida extraordinária e sempre nos recordaremos de sua força para seguir adiante — declarou o prefeito de Verbania, citado pela imprensa.

O médico Carlo Bava disse à agência Associated Press, por telefone, que a cuidadora da idosa o ligou para dizer que, na tarde deste sábado, a mulher havia falecido, enquanto descansava em uma poltrona em sua casa em Verbania, cidade no Lago Maggiore.

Bava disse que visitou Emma pela última vez na sexta-feira, dia 14.

— Ela me agradeceu e segurou minha mão, como de costume — contou ele.

DIETA INUSITADA

Emma Morano tinha uma genética privilegiada: sua mãe morreu aos 91 anos e algumas irmãs se tornaram centenárias. Mas ela também creditava sua longevidade a uma dieta alimentar peculiar:

— Eu como dois ovos por dia e só. E alguns biscoitos, mas eu não como muito porque não tenho dentes — contou Emma, ao “Guardian” em novembro passado.

Apesar de lúcida, a idosa passou a maior parte do último ano na cama, por conta de problemas de saúde. Ela estava surda, falava com dificuldade e não enxergava bem o suficiente para assistir a televisão, então ficava, durante boa parte do tempo, apenas dormindo ou comendo.

AGREDIDA PELO MARIDO, PERDEU ÚNICO FILHO

Emma era uma pessoa solitária, e prezava por isso. Ela deixou o marido violento em 1938, logo após a morte ainda de seu único filho, ainda criança. Desde então, ela vivia sozinha, trabalhando numa fábrica de sacos de juta para se manter. Porém, há dois anos — portanto quando ela já estava com 115! —, Emma passou a ter a companhia de uma cuidadora.

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS