Itália registra deflação pela 1ª vez desde 1959

Tremor foi de 4,1 graus na escala Richter
Terremoto de 4,1 graus atinge província de Perugia, na Itália
2 de janeiro de 2017
Basílica Santa Croce, em Florença, sede do primeiro G7 da Cultura, em 2017 / Foto: Luciano Neves
Itália propõe um G7 da cultura em 2017
4 de janeiro de 2017
Para economistas, a deflação é péssima para a economia de um país

Para economistas, a deflação é péssima para a economia de um país

Em 2016, os preços para o consumidor apresentaram queda de 0,1%

Pela primeira vez desde 1959, a Itália registrou uma deflação nos preços, informou o Instituto de Estatísticas Italiano (Istat) nesta quarta-feira (4). Nos dados provisórios de 2016, houve queda de 0,1% nos valores de produtos e serviços para os consumidores.

“É de 1959, quando a flexão foi de 0,4%, que isso não acontecia”, informou em nota a entidade.

No entanto, se a média anual foi negativa, os dados provisórios de dezembro mostram que a inflação voltou a surgir e subiu 0,5% na comparação com o mesmo mês de 2015. Essa é a maior alta mensal desde maio de 2014, mas se mostrou insuficiente para reverter o cenário do ano.

Apesar de parecer bom os preços não terem aumentos, na verdade, a deflação é péssima para a economia de um país – e especialmente para os europeus, que tentam se reerguer da crise econômica iniciada em 2008.

Entre os principais pontos negativos da deflação estão a perda de interesse das pessoas na compra de produtos “que vão cair de preço” (ou seja, as pessoas guardam dinheiro esperando uma desvalorização e acabam prejudicando as vendas e o consumo), há um excesso de produção nas indústrias que não consegue ser escoado e que, portanto, leva à uma redução na produção e uma consequente demissão de funcionários, e há um aumento real no valor dos débitos daqueles que já estão endividados.

Para especialistas, o “saudável” para um país é ter uma inflação entre 1% e 3%, para manter a economia atividade e para afugentar o medo de uma crise.

Por Agência Ansa